Olá, meus leitores queridos!
Hoje vou falar um pouquinho sobre mais uma experiência literária surpreendente de 2016: a distopia "Todos os Nossos Ontens", escrita por Cristin Terrill. Apenas lembrando que você pode acompanhar minhas metas e conversar sobre livros na fanpage e no Skoob. Sem mais delongas...
FICHA TÉCNICA:
Livro: Todos os Nossos Cristin Terrill
Páginas: 352
Gênero: Distopia / Ficção Científica
Editora: Novo Conceito
SINOPSE:
O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?
Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
No futuro, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...
Em um futuro nada distante, a sociedade vive à beira de um colapso por conta de tensões políticas, econômicas e religiosas, além da acentuada desigualdade social. Nesse contexto, o governo dos Estados Unidos constrói uma máquina do tempo para modificar essa realidade. Quando algo não acontece como o planejado, a solução é muito simples: voltar no tempo e impedir que aquilo aconteça. Parece perfeito, né? Mas não é bem assim...
"[...] sempre disse que o tempo é complicado, que tem mente própria. Talvez esse seja seu jeito de nos punir por brincar com ele."
Para garantir que nada fuja do controle, a população é monitorada, interrogada e vive sob constante terror militar. Os cidadãos são reféns e propriedade do governo. Em e Marina vivem em espaços de tempo diferentes. Em é forte e batalhadora. Ela luta por um mundo mais justo e pelos direitos dos cidadãos. Marina, por sua vez, é fútil, inocente e facilmente manipulável, especialmente por seu melhor amigo, que é um verdadeiro gênio. Quatro anos separam essas duas jovens que não possuem nada em comum, mas compartilham um segredo muito importante que mudará tudo.
"Viagem no tempo não é uma maravilha; é uma abominação."
O destino as une durante uma missão: Em deve voltar no tempo e impedir que o "Doutor" construa a máquina do tempo, batizada pelo próprio como Cassandra. Para isso, ela contará com a ajuda de seu parceiro, Finn Abbott. Essa não é a primeira tentativa da dupla. Eles sempre fracassam pelo mesmo motivo: encontrar os fantasmas do passado e, principalmente, destruí-los, não é uma tarefa fácil.
"Não posso me deixar esquecer isso, nem por um instante, porque relembrar dói demais."
Enquanto isso, Marina tenta cuidar de James Shaw, que além de melhor amigo, é também seu primeiro amor. Ele sofreu muitas perdas e dedica-se exaustivamente aos estudos para esconder suas dores. O rapaz acredita conhecer uma forma de trazer as pessoas que ama de volta. O sonho de Shaw, tornará a vida de Marina um verdadeiro pesadelo.
"Ah, se ele soubesse com o que eu estava acostumada antes de o mundo desmoronar ao nosso redor como uma casa comida de dentro para fora pela podridão."
A trama desenvolvida por Terrill é tão perspicaz, bem elaborada e amarrada que nem parece ser seu livro de estreia. Cada questão em aberto se conecta com as ações dos personagens no decorrer da história. As viagens temporais e paradoxos são profundamente explicados e encanta qualquer leitor apaixonado pela teoria da relatividade. Sem contar na equilibrada união da ficção científica com o romance.
Eis uma excelente dica para quem procura um livro com um enredo viciante do início ao fim. Genial e envolvente, "Todos os Nossos Ontens" te convidará a pensar sobre as consequências das suas ações.
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A resenha da semana que vem é do drama "Hotel Íris", escrito por Yoko Ogawa.
Não percam!
Isso é tudo, pessoal!












